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  • 22/05/2025

Tacógrafo: a caixa preta essencial para a segurança nas estradas | <p>Tacógrafo: a caixa preta essencial para a segurança nas estradas</p> <p>Em meio à agitação dos grandes centros urbanos e às longas jornadas do transporte rodoviário, há um aliado silencioso que protege motoristas, passageiros e pedestres:

Tacógrafo: a caixa preta essencial para a segurança nas estradas

<p>Tacógrafo: a caixa preta essencial para a segurança nas estradas</p>

<p>Em meio à agitação dos grandes centros urbanos e às longas jornadas do transporte rodoviário, há um aliado silencioso que protege motoristas, passageiros e pedestres: o cronotacógrafo.</p>

<p>Comumente conhecido como “tacógrafo”, esse equipamento vai muito além de um simples registrador de dados — ele é a caixa preta do setor rodoviário, salvando vidas, prevenindo tragédias e promovendo justiça.</p>

<p>O que é o cronotacógrafo?</p>

<p>O cronotacógrafo é um dispositivo obrigatório em veículos de transporte de passageiros com mais de 10 lugares, caminhões com peso superior a 4.536 kg e veículos escolares. Ele registra, de maneira indelével, informações essenciais, como:</p>

<p>✓ Velocidade do veículo;</p>

<p>✓ Tempo contínuo de direção;</p>

<p>✓ Intervalos de descanso;</p>

<p>✓ Distâncias percorridas.</p>

<p>Esses dados, facilmente acessíveis, permitem que os agentes de trânsito fiscalizem irregularidades em tempo real e que peritos reconstruam, com precisão, os eventos de um acidente. Em outras palavras: o tacógrafo fala quando o motorista já não pode mais falar.</p>

<p>Por que é tão importante?</p>

<p>Porque salva vidas. Motoristas exaustos, pressionados por metas ou sem a devida fiscalização frequentemente ultrapassam os limites de velocidade ou dirigem por longas horas sem descanso, colocando em risco não apenas suas próprias vidas, mas também a de todos ao redor.</p>

<p>O tacógrafo permite que a legislação — como a Lei dos Caminhoneiros, que exige 11 horas de descanso — seja cumprida e fiscalizada de forma rigorosa.</p>

<p>Os projetos que ameaçam a segurança</p>

<p>Infelizmente, dois projetos de lei em tramitação colocam essa segurança em risco:</p>

<p>PL nº 4852/2024 e PL nº 429/2025, ambos de autoria do Deputado Lucio Mosquini, propõem isentar veículos de carga do uso do tacógrafo e da aferição obrigatória, além de desconsiderar as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.</p>

<p>A justificativa apresentada?</p>

<p>Redução de custos para os transportadores. Porém, o custo humano de um acidente causado por fadiga ou excesso de velocidade é incalculável. A isenção enfraquece a fiscalização e cria um salvo-conduto para infratores.</p>

<p>Vale lembrar que o tacógrafo é um dos poucos instrumentos que protegem o motorista autônomo, registrando, inclusive, o tempo de espera nos pontos de carga e descarga — dados essenciais para garantir uma remuneração justa e digna para esses profissionais, muitas vezes invisibilizados.</p>

<p>Economia que salva bilhões</p>

<p>De acordo com um levantamento realizado com a participação da Polícia Rodoviária Federal, INMETRO e ASMETRO-SI, o uso do tacógrafo gera uma economia de R$ 8 bilhões por ano ao país, ao reduzir acidentes, custos hospitalares e ações judiciais.</p>

<p>Além disso, o setor de verificação dos equipamentos movimenta mais de 5 mil empregos diretos em cerca de 800 empresas espalhadas por todo o Brasil, formando uma cadeia produtiva que impulsiona empregos, tecnologia e segurança.</p>

<p>Não podemos retroceder</p>

<p>A retirada da obrigatoriedade do tacógrafo seria um passo atrás. Em um momento em que o país busca reduzir acidentes e aprimorar a mobilidade, enfraquecer um dos principais instrumentos de segurança rodoviária é uma contradição flagrante.</p>

<p>Defender a obrigatoriedade do tacógrafo é, antes de tudo, defender a vida. É proteger o motorista profissional, garantir justiça no trânsito e reforçar a segurança pública. O tacógrafo, embora silencioso, desempenha um papel fundamental: ele não fala, mas registra tudo.</p>

<p>📣 O Brasil precisa de mais responsabilidade e comprometimento com a segurança no trânsito, não menos, especialmente considerando que o trânsito brasileiro é extremamente violento e continua a representar uma das maiores causas de mortes no país. Devemos garantir que o tacógrafo siga cumprindo sua função de salvar vidas e proteger o futuro das nossas estradas, contribuindo para um trânsito mais seguro e consciente para todos.</p>

<p>Palavras-chaves: cronotacógrafo, tacógrafo, segurança, registrador instantâneo, tempo, distância, velocidade.</p>

Tacógrafo: a caixa preta essencial para a segurança nas estradas

Em meio à agitação dos grandes centros urbanos e às longas jornadas do transporte rodoviário, há um aliado silencioso que protege motoristas, passageiros e pedestres: o cronotacógrafo.

Comumente conhecido como “tacógrafo”, esse equipamento vai muito além de um simples registrador de dados — ele é a caixa preta do setor rodoviário, salvando vidas, prevenindo tragédias e promovendo justiça.

O que é o cronotacógrafo?

O cronotacógrafo é um dispositivo obrigatório em veículos de transporte de passageiros com mais de 10 lugares, caminhões com peso superior a 4.536 kg e veículos escolares. Ele registra, de maneira indelével, informações essenciais, como:

✓ Velocidade do veículo;

✓ Tempo contínuo de direção;

✓ Intervalos de descanso;

✓ Distâncias percorridas.

Esses dados, facilmente acessíveis, permitem que os agentes de trânsito fiscalizem irregularidades em tempo real e que peritos reconstruam, com precisão, os eventos de um acidente. Em outras palavras: o tacógrafo fala quando o motorista já não pode mais falar.

Por que é tão importante?

Porque salva vidas. Motoristas exaustos, pressionados por metas ou sem a devida fiscalização frequentemente ultrapassam os limites de velocidade ou dirigem por longas horas sem descanso, colocando em risco não apenas suas próprias vidas, mas também a de todos ao redor.

O tacógrafo permite que a legislação — como a Lei dos Caminhoneiros, que exige 11 horas de descanso — seja cumprida e fiscalizada de forma rigorosa.

Os projetos que ameaçam a segurança

Infelizmente, dois projetos de lei em tramitação colocam essa segurança em risco:

PL nº 4852/2024 e PL nº 429/2025, ambos de autoria do Deputado Lucio Mosquini, propõem isentar veículos de carga do uso do tacógrafo e da aferição obrigatória, além de desconsiderar as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

A justificativa apresentada?

Redução de custos para os transportadores. Porém, o custo humano de um acidente causado por fadiga ou excesso de velocidade é incalculável. A isenção enfraquece a fiscalização e cria um salvo-conduto para infratores.

Vale lembrar que o tacógrafo é um dos poucos instrumentos que protegem o motorista autônomo, registrando, inclusive, o tempo de espera nos pontos de carga e descarga — dados essenciais para garantir uma remuneração justa e digna para esses profissionais, muitas vezes invisibilizados.

Economia que salva bilhões

De acordo com um levantamento realizado com a participação da Polícia Rodoviária Federal, INMETRO e ASMETRO-SI, o uso do tacógrafo gera uma economia de R$ 8 bilhões por ano ao país, ao reduzir acidentes, custos hospitalares e ações judiciais.

Além disso, o setor de verificação dos equipamentos movimenta mais de 5 mil empregos diretos em cerca de 800 empresas espalhadas por todo o Brasil, formando uma cadeia produtiva que impulsiona empregos, tecnologia e segurança.

Não podemos retroceder

A retirada da obrigatoriedade do tacógrafo seria um passo atrás. Em um momento em que o país busca reduzir acidentes e aprimorar a mobilidade, enfraquecer um dos principais instrumentos de segurança rodoviária é uma contradição flagrante.

Defender a obrigatoriedade do tacógrafo é, antes de tudo, defender a vida. É proteger o motorista profissional, garantir justiça no trânsito e reforçar a segurança pública. O tacógrafo, embora silencioso, desempenha um papel fundamental: ele não fala, mas registra tudo.

📣 O Brasil precisa de mais responsabilidade e comprometimento com a segurança no trânsito, não menos, especialmente considerando que o trânsito brasileiro é extremamente violento e continua a representar uma das maiores causas de mortes no país. Devemos garantir que o tacógrafo siga cumprindo sua função de salvar vidas e proteger o futuro das nossas estradas, contribuindo para um trânsito mais seguro e consciente para todos.

Palavras-chaves: cronotacógrafo, tacógrafo, segurança, registrador instantâneo, tempo, distância, velocidade.

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