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  • 27/05/2025

Aumento do biodiesel no diesel preocupa setor de transporte | <p>Aumento do biodiesel no diesel preocupa setor de transporte</p> <p>O avanço do biodiesel como fonte de energia limpa tem gerado debates entre governo, produtores e transportadores. Em 2025, a demanda deve alcançar 9,6 bilhões de litros — alta de 5,9% em relaç&

Aumento do biodiesel no diesel preocupa setor de transporte

<p>Aumento do biodiesel no diesel preocupa setor de transporte</p>

<p>O avanço do biodiesel como fonte de energia limpa tem gerado debates entre governo, produtores e transportadores. Em 2025, a demanda deve alcançar 9,6 bilhões de litros — alta de 5,9% em relação ao ano anterior, segundo a consultoria StoneX. Apesar do crescimento, o setor rodoviário de cargas, responsável por mais de 65% da produção movimentada no Brasil, alerta para os impactos da medida.</p>

<p>Desde fevereiro de 2024, com o aumento da mistura obrigatória para 14%, transportadoras têm registrado aumento expressivo nos custos de manutenção. Agora, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) elevou o teor para 15%, com vigência a partir de 1º de agosto.</p>

<p>Estudo da NTC&Logística aponta que a troca de filtros de combustível passou a ser feita com o dobro da frequência, elevando os custos de manutenção por veículo em mais de 7%. Em uma frota de 100 caminhões, o prejuízo anual pode equivaler ao valor de um novo caminhão.</p>

<p>Carlos Panzan, presidente da FETCESP, reconhece a importância da agenda ambiental, mas destaca os efeitos técnicos e financeiros do aumento do biodiesel. Segundo a ANP, cerca de 70% do biodiesel vem do óleo de soja, que possui características como maior viscosidade e tendência à absorção de água — fatores que aceleram o desgaste dos sistemas de injeção, filtros e motores.</p>

<p>A FETCESP defende alternativas sustentáveis com menor impacto operacional, como o Programa Despoluir, do SEST SENAT, que oferece avaliações ambientais gratuitas às frotas e promove a redução de emissões sem comprometer a durabilidade dos veículos.</p>

<p>“É preciso equilíbrio entre avanços ambientais e segurança técnica. A experiência mostra que variações na composição e no controle do biodiesel podem comprometer o desempenho dos caminhões”, conclui Panzan.</p>

<p>Palavras-chave: biodiesel, transporte rodoviário, custo de manutenção, política energética, emissão de poluentes, cadeia logística.</p>

Aumento do biodiesel no diesel preocupa setor de transporte

O avanço do biodiesel como fonte de energia limpa tem gerado debates entre governo, produtores e transportadores. Em 2025, a demanda deve alcançar 9,6 bilhões de litros — alta de 5,9% em relação ao ano anterior, segundo a consultoria StoneX. Apesar do crescimento, o setor rodoviário de cargas, responsável por mais de 65% da produção movimentada no Brasil, alerta para os impactos da medida.

Desde fevereiro de 2024, com o aumento da mistura obrigatória para 14%, transportadoras têm registrado aumento expressivo nos custos de manutenção. Agora, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) elevou o teor para 15%, com vigência a partir de 1º de agosto.

Estudo da NTC&Logística aponta que a troca de filtros de combustível passou a ser feita com o dobro da frequência, elevando os custos de manutenção por veículo em mais de 7%. Em uma frota de 100 caminhões, o prejuízo anual pode equivaler ao valor de um novo caminhão.

Carlos Panzan, presidente da FETCESP, reconhece a importância da agenda ambiental, mas destaca os efeitos técnicos e financeiros do aumento do biodiesel. Segundo a ANP, cerca de 70% do biodiesel vem do óleo de soja, que possui características como maior viscosidade e tendência à absorção de água — fatores que aceleram o desgaste dos sistemas de injeção, filtros e motores.

A FETCESP defende alternativas sustentáveis com menor impacto operacional, como o Programa Despoluir, do SEST SENAT, que oferece avaliações ambientais gratuitas às frotas e promove a redução de emissões sem comprometer a durabilidade dos veículos.

“É preciso equilíbrio entre avanços ambientais e segurança técnica. A experiência mostra que variações na composição e no controle do biodiesel podem comprometer o desempenho dos caminhões”, conclui Panzan.

Palavras-chave: biodiesel, transporte rodoviário, custo de manutenção, política energética, emissão de poluentes, cadeia logística.

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